BH IN PRESS

Melissa Paula: comunicação, propósito e conexões que transformam

À frente do Saber Viver, a apresentadora, terapeuta e empresária fala sobre verdade na comunicação, empreendedorismo, sororidade e os projetos que conectam qualidade de vida e desenvolvimento humano.

Por Diego Ferreira · Entrevistas ·

Melissa Paula veste conjunto verde em retrato editorial

Há oito anos à frente do Saber Viver, Melissa Paula construiu um espaço dedicado a bem-estar, desenvolvimento pessoal, empreendedorismo e qualidade de vida na televisão aberta. Apresentadora, terapeuta, palestrante e empresária, ela transformou a comunicação em uma ferramenta para aproximar o público de profissionais, produtos, serviços e conversas capazes de gerar impacto. Nesta entrevista a Diego Ferreira, Melissa fala sobre a trajetória do Saber Viver, a importância da verdade na comunicação, a força das conexões profissionais e o papel da sororidade. Ela também apresenta os próximos passos de um projeto que pretende reunir natureza, acolhimento e a simplicidade das experiências compartilhadas. Comunicação como espaço de transformação Melissa, você está à frente do Saber Viver, um programa que trabalha temas como bem-estar, desenvolvimento pessoal, empreendedorismo e qualidade de vida. Como a sua experiência como apresentadora transformou sua maneira de enxergar a comunicação e qual é o papel de uma apresentadora na construção de conversas que realmente geram impacto? Há oito anos à frente do Saber Viver, liderando entrevistas e conteúdos, consegui trazer para a comunicação algo muito importante: fazer com que o telespectador entenda que, por meio da televisão e principalmente da TV aberta, pode ter acesso a conteúdo de qualidade de vida e a temas que fortalecem a saúde psíquica e mental. O programa também se tornou um espaço de busca por profissionais, produtos e serviços de referência. Como sou terapeuta, acabei trazendo para o Saber Viver essa função de fazer terapia nas pessoas sem que elas percebam, por meio da comunicação. A verdade que prende a atenção Você também atua como palestrante e trabalha com a ideia de “Comunicação que transforma”. Em um momento em que as pessoas recebem uma quantidade enorme de informações todos os dias, o que faz uma comunicação conseguir prender a atenção, gerar conexão e provocar mudança? A verdade. É preciso transmitir a verdade. Quando entrevisto alguém, seja para apresentar seu diferencial, produto, serviço ou negócio, a verdade é o ponto-chave. Com ela, você não precisa se preocupar com trejeitos. A entrevista fica leve, coesa e tranquila. Sororidade e histórias que inspiram Você participou como coautora do livro “BH Feminina: Vozes que Inspiram, Mulheres que Transformam”, uma obra que reúne trajetórias e experiências de mulheres. O que significa fazer parte desse projeto e como iniciativas que dão visibilidade a essas histórias podem impactar o ambiente de negócios e o desenvolvimento de Belo Horizonte? As mulheres ainda precisam aprender muito sobre sororidade, porque precisamos dessa união. Infelizmente, existe uma competição muito grande e, quando falamos das mulheres, ela é mais perceptível. Participar desses projetos como coautora é muito importante, porque levo minha história, minha essência e minha verdade. No próximo ano, em março, quando fazemos essa menção à mulher, chega também minha biografia. Vivi 34, 35 anos em situações de abuso. Por isso, participar de projetos nos quais conhecemos outras mulheres e histórias que inspiram, principalmente histórias de quem age realmente com sororidade, é um diferencial. Conexões que abrem oportunidades O Conexão Saber Viver nasceu com a proposta de reunir pessoas, criar encontros que geram oportunidades e proporcionar experiências que permanecem na memória. Qual foi a motivação para criar o evento e o que você percebe quando coloca diferentes profissionais, empreendedores e histórias no mesmo ambiente? Conexão é minha paixão. Sempre fui uma pessoa em busca de informação, da minha própria essência e da missão que vim cumprir. Digo que ter contatos é melhor do que qualquer riqueza, porque o contato é uma grande riqueza. Tenho facilidade para recomendar pessoas e, quando percebi isso, pensei: por que não dar a elas a oportunidade de fazer o mesmo? Assim nasceu o Conexão Saber Viver, projeto no qual reúno, a cada trimestre, 150 empresários para apresentarem seus negócios. Estamos na 14ª edição. Esse movimento de conexões é muito importante, porque a ambiência é tudo. Somos a média das cinco pessoas com quem convivemos. Na conexão, você conhece pessoas, abre horizontes e oportunidades. Independentemente dos negócios, sempre há uma forma de um ajudar o outro. De vítima a protagonista Sua trajetória reúne televisão, empreendedorismo, palestras, projetos e produção de conteúdo. Quais desafios mais contribuíram para seu crescimento profissional e quais conquistas considera mais importantes para chegar ao momento atual? Como vítima de abuso, a gente sempre fica achando que não será capaz. Na minha missão como empreendedora, visionária e terapeuta, poder estar na televisão, montar o Saber Viver e transferir minha missão de vida para o programa tem um valor imenso. Ver pessoas sendo levantadas e impulsionadas não tem preço. Eu vibro com o sucesso do outro e quero participar dele. Empreender é muito gostoso, mas também muito complexo. Hoje, como multiempresária, poder ajudar outras vidas e outras pessoas já é uma grande missão. Como palestrante, incentivo mulheres, homens e todas as pessoas com minha história, minha verdade e minha essência. Mostrar que é possível deixar de ser vítima e virar protagonista é muito gratificante. Resiliência e os próximos projetos Olhando para 2026, quais são seus principais projetos, objetivos e expectativas? O que podemos esperar de Melissa Paula, do Saber Viver e de seus projetos de comunicação neste novo ciclo? 2026 já está terminando e foi um ano de muitos desafios. Como empresária, passei por situações difíceis, mas sou resiliente, teimosa e visionária. Não tenho medo. Posso até esmorecer por alguns minutos, mas minha fé jamais me deixa desistir. Tenho muita expectativa e esperança no futuro. As crises nos tiram da zona de conforto e separam o joio do trigo. É nelas que vemos quem está preparado para encarar desafios. Com oito anos de Saber Viver, hoje sou referência no mercado. Em Minas Gerais, já existem cinco projetos que nasceram a partir do programa. São pessoas que passaram por aqui, receberam oportunidades de trabalho e aprenderam como repórteres, apresentadores ou na área comercial. Elas conheceram o modelo do negócio e abriram outros programas. Isso não me entristece, me engrandece. Mostra que desenvolvi um projeto de comunicação de sucesso e que outras pessoas podem levar notícias boas a mais telespectadores. E quais novidades já podem ser compartilhadas? Os planos futuros pertencem a Deus, mas há muita coisa chegando. Estou desenvolvendo para 2027 um projeto do Saber Viver dedicado literalmente à qualidade de vida. Será uma casa e estúdio na serra, para que as pessoas possam resgatar a essência da mesa, da comida de vó, do fogão a lenha, da roda de conversa, de aquecer o marshmallow e da criança. Vejo que estamos perdendo isso. Quero oferecer às pessoas a oportunidade de serem entrevistadas pelo Saber Viver em um ambiente que conecta natureza, qualidade de vida e a simplicidade, sempre com muito amor. Um recado aos leitores Para encerrar, que mensagem você deixa ao público da Revista BH IN PRESS que acompanha o mercado da economia criativa em Belo Horizonte? A todos que acompanham a BH IN PRESS, deixo uma grande mensagem: o amor é a maior magia deste universo. Quando você tem amor pelo que faz e identifica seu propósito, pode ter certeza de que nada dará errado. Desde que entenda que o único sócio que não pode faltar, em hipótese alguma, na vida pessoal ou profissional, é Jesus Cristo. A fé move qualquer coisa.