Entrevista com Stefarss Stefanelli: CULC, HR Tech e o Futuro do Trabalho
CEO da CULC Inc. fala sobre como elevar o colaborador ao protagonismo do negócio através de uma plataforma inovadora de gestão de pessoas.
Por Diego Ferreira · Entrevistas ·

Uma trajetória marcada pelo empreendedorismo, pesquisa sobre o futuro do trabalho e inovação em gestão de pessoas. Stefarss Stefanelli, CEO da CULC Inc., é uma dessas pessoas que trabalha dia após dia para transformar a forma como as organizações lidam com seus colaboradores. Nesta entrevista, conversamos com ela sobre sua jornada, o problema que a CULC resolve e como essa HR Tech está redesenhando a cultura organizacional nas empresas. Confira o bate-papo repleto de insights. Você tem uma trajetória marcada pelo empreendedorismo e pela pesquisa sobre o futuro do trabalho. Como essa jornada te levou à criação da CULC e qual problema do mercado você buscava resolver com essa HR Tech? O problema que resolvemos com nossa HR Tech, a CULC é elevar o colaborador ao protagonismo do negócio. Nossa plataforma é um ambiente que integra os principais programas de gestão de pessoas – onboarding; carreira; reconhecimento, feedback, são alguns deles. Neste ambiente, o colaborador é o ponto focal, o ativo da empresa para se gerar mudanças e inovações organizacionais. Este modelo de engajamento colaborativo impacta em carreira, reconhecimento, em melhoria de soft skills e, principalmente, na retenção de talentos. A CULC propõe uma plataforma de cultura digital dentro das empresas. Na prática, como essa abordagem pode transformar a forma como organizações lidam com engajamento, aprendizado e desenvolvimento de talentos? A CULC, como toda startup, traz impacto de inovação em seus nichos de atuação e, no nosso caso, nos RHs. Nosso modelo de negócio promove uma mudança de status quo na gestão de pessoas, mudando de patamar a cultura, que é o 'Jeito de Ser' de uma empresa. Um DE/PARA: De comando-controle Para diálogo-aprendizagem. Pense comigo, na era lifelong learning (aprendizagem ao longo da vida), como é vital para a sustentabilidade do negócio, as empresas ajustarem seus modelos a uma gestão de pessoas mais fluída, com hierarquia mais plana, buscando substituir a hierarquia piramidal para o poder da aprendizagem coletiva do time. A CULC é este ambiente de engajamento, reconhecimento e retenção a contribuir para que essa mudança de modelo chegue às organizações. Nos últimos anos, vimos o crescimento das HR Techs no Brasil. Como você enxerga o papel dessas startups na modernização da gestão de pessoas e na transformação das organizações? O papel de cada startup, independentemente de seu nicho, é primariamente, levar aos clientes, literacia de dados, pois somos plataformas com entregas de analíticos. E o mercado como um todo, ainda é um principiante, pela rapidez da transformação da era digital, no entendimento sobre dados e o impacto deles, seja na produtividade ou engajamento humano. Creio que primariamente, seja este nosso papel: inserir dados no topo da estratégia do negócio. Além da CULC, você também atua na construção de comunidades e iniciativas voltadas ao futuro do trabalho. Qual é o papel dessas comunidades na geração de conhecimento, colaboração e novos negócios no ecossistema empreendedor? Na CULC somos muito estudiosos na pesquisa de narrativas de negócios exponenciais. Temos hoje na startup, três produtos que convergem em tendências de futuro 'PEOPLE' nas organizações de trabalho: EA – plataforma de conteúdo futuro do trabalho com mais de 50 colunistas tratando de Futuros em inúmeros segmentos; CULC – plataforma hr tech com arquitetura pensada para gerações Nativas; e EUQUERO – ecossistema de vendas e formação para consultores. As comunidades são o coração dessas iniciativas, permitindo a troca de experiências, a co-criação de soluções e a geração de negócios inovadores. O projeto EUQUERO e a formação '7EUs' propõem um novo olhar sobre empreendedorismo, identidade profissional e modelo de negócios. Como essa metodologia pode ajudar profissionais e empreendedores a evoluírem no mercado atual? A formação 7EUs é inédita e orientada para melhor qualificar tanto negócio como produtos de consultores e consultorias organizacionais. Foi inspirada pelo ecossistema de startups, modelo onde vivo. O 7EUs é um preparatório para a entrada dos consultores, assinantes de nosso ecossistema de vendas EUQUERO. Sim, é um programa de Alto Impacto, agressivo em agilidade de mudança de mindset, construído em 2 tempos de imersão, desenvolvendo competências essenciais para o novo mercado de trabalho. O debate sobre cultura organizacional ganhou ainda mais força após a pandemia e a expansão do trabalho híbrido. Quais são os principais desafios que empresas enfrentam hoje para construir culturas fortes em ambientes cada vez mais digitais? Oferecer ambientes de trabalho orientados por genuína aprendizagem e com propósitos que conjugam com propósitos dos profissionais de mercado. Um colaborador não fica hoje em empresas que não perceba e não aposte em seu próprio propósito. Essa questão é de uma complexidade gigante no mundo corporativo. As empresas passaram um século modelando sua gestão de processos e de gestão de pessoas com ritos de 'comando-controle' e arquitetura de 'poder piramidal'. Mudar esse paradigma requer coragem, liderança transformacional e tecnologia. Olhando para os próximos anos, quais tendências você acredita que irão redefinir a relação entre tecnologia, pessoas e trabalho — e como empresas e líderes podem se preparar para essa nova realidade? A tendência volta no Humano, na visão de humanidade. De práticas de trabalho e de negócios regidas agora por colaboração. De troca justa. De ganho justo entre duas partes. Isso cria propósito. Propósito cria valor, porém não apenas para marca, mas para quem faz a marca também. Este é o novo papel de um líder: estar ao lado aprendendo e sendo justo. O que envolve também novos protocolos de governança de ética. Aproveite para deixar um recado final para o público da Revista BH in Press que gosta de acompanhar o mercado da economia criativa em Belo Horizonte. Agradeço a oportunidade e parabéns pelo seu trabalho de articulação em Inovação, Diego. Eu finalizaria dizendo que sozinhos, até podemos chegar a algum lugar, porém, vamos nos privar do mais incrível, que é pertencer a ambientes onde dialogamos melhor, aprendemos melhor e entregamos melhor. Pensem em coletivos. E aprendam rapidamente a dialogar com a Tecnologia e seus 'Seres'.